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O Impacto da Saúde Mental na Força de Trabalho das Empresas

Por Sexta-feira, Maio 31, 2019

Um dos principais desafios atuais para as empresas é alcançar um equilíbrio entre a otimização dos recursos disponíveis e o cumprimento do compromisso com os colaboradores de incorporar e praticar a gestão de sua saúde nas áreas de trabalho e que isso sirva de pilar para a conquista de objetivos individuais e organizacionais.

Desde a década de 1980, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiu os riscos psicossociais e reconheceu a industrialização como causa de sua presença nos países em desenvolvimento, o que possibilitou compreender a relação entre saúde mental e os ambientes de trabalho. Conforme um informativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que a depressão e a ansiedade têm um impacto na economia global de um bilhão de dólares por ano em perda de produtividade, e que, em 2020, a depressão será a principal causa de incapacidade no mundo todo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares.

A saúde mental é definida como um "estado de bem-estar em que o indivíduo está ciente de suas próprias habilidades, pode enfrentar as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de contribuir com a sua comunidade" (OMS, 2013). Pessoas com diagnóstico de doença mental são mais propensas ao desenvolvimento de condições crônicas, e pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis à deterioração de sua saúde mental. Isso se evidencia na prevalência dos transtornos mentais como causa de incapacidade no âmbito mundial, o que afeta diretamente as empresas.

É importante ressaltar que os transtornos mentais e neurológicos representam quase um quarto da carga total de doenças na América Latina e no Caribe (OPS). Em nossa região, a saúde mental é o terceiro fator que mais influencia os custos médicos dos programas de saúde patrocinados pelos empregadores, conforme o nosso Relatório Global de Tendências Médicas 2018.

Existem fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, como o assédio laboral e sexual, o estresse, a instabilidade econômica, a violência, a discriminação e o sedentarismo, que impactam negativamente a saúde mental.

Evidencia-se uma tendência geral para os transtornos de ansiedade quando as dificuldades estão relacionadas às interações sociais no trabalho e transtornos de humor, abuso de substâncias e problemas gastrointestinais quando os fatores de risco estão associados às cargas de trabalho.

O estigma, a falta de conhecimento, os aspectos culturais, a falta de acesso a serviços de saúde de boa qualidade, os custos de tratamento, a falta de políticas e legislação apropriada são algumas das barreiras que afetam os serviços de saúde mental. De acordo com dados do Relatório Global de Tendências Médicas 2018, o acompanhamento e os tratamentos dos transtornos mentais estão disponíveis apenas até certo ponto para os funcionários cobertos por planos de saúde. Uma cultura de trabalho do silêncio é uma barreira para os empregadores poderem obter a ajuda necessária. Conforme estudos, a saúde mental ainda é uma das questões mais difíceis de compartilhar no cenário laboral (Mental Health at Work Report 2017).

Paulatinamente tem sido observado um maior reconhecimento dos empregadores diante da necessidade de oferecer mais apoio e implementar políticas sobre questões de saúde mental, dando lugar ao surgimento de conceitos como benefícios, equilíbrio vida-trabalho, engajamento, diversidade e inclusão, e “wellness”. Estes são exemplos de ferramentas que as empresas estão usando para promover a saúde mental nas organizações e que estão alinhadas com o aumento da produtividade e da estratégia de negócios.

Concentrar-se no cuidado e na prevenção da saúde mental torna-se uma ferramenta indispensável e eficaz para alcançar a qualidade de vida dos colaboradores dentro e fora do trabalho, além de reduzir o estigma que persegue as doenças mentais, aumentar consideravelmente o capital social, ajudar a reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento de cada país.