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Fatores de Risco Psicossociais, um Custo Emergente na Saúde

Por Jonathan Cuevas Segunda-feira, Março 19, 2018

Até pouco tempo atrás, o bem-estar das pessoas era associado a um bom estado de saúde biológico e à ausência de doenças orgânicas. No entanto, atualmente esta percepção está ampliando para um foco mais integral, incluindo os âmbitos psicológicos e sociais, sendo que, estes últimos são difíceis de quantificar devido à sua própria natureza, além do estigma representado pela assimilação de um padecimento deste tipo.

Hoje, a globalização deu passagem ao estresse laboral e aos fatores psicossociais, tornando-os uma expressão habitual da nossa vida cotidiana que converge finalmente em doenças – algumas delas mortais e representam um alto custo – como, por exemplo, infartos cardíacos e cerebrais, transtornos do sono como a insônia e fadiga crônica; padecimentos gastrointestinais como gastrite, síndrome do intestino irritável e úlceras.

Circunstâncias como a carga de trabalho, jornada de trabalho, ritmo de trabalho, clareza e sobrecarga das funções designadas, fatores ergonômicos, autonomia e controle no ambiente, têm sido elementos determinantes que têm impactado em fatores psicossociais como a estafa emocional, baixa realização no trabalho ou despersonalização. Diante disto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2020 a depressão e a baixa autoestima serão as principais causas de incapacidade no mundo.

Conforme o Estudo de Benefícios feito em 2016 pela Mercer Marsh Benefícios™, a doença número 1 indicada pelos diretores de Recursos Humanos que participaram do informe é o “estresse laboral”, com 86% de frequência, afetando a qualidade de vida, o compromisso laboral e a produtividade de seus funcionários, o que provoca a necessidade de implementar uma série de estratégias para mitigar esta situação e conter despesas de padecimentos derivados de questões relacionadas com a saúde mental. 

Sobre este assunto, foi percebido um aumento nas despesas relacionadas com a procura pela especialidade de psiquiatria com relação aos anos anteriores, havendo uma tendência crescente, aumentando 1.2 vezes os custos gerados por esta especialidade de 2013 a 2014 e, um aumento significativo de 3.6 vezes no custo de 2014 a 2015.

Em relação ao custo médio por este tipo de casos, este tem aumentado: em 2013 com um custo médio por uso deste serviço de $6,884 foi detectado um aumento de 6 vezes mais em 2015 atingindo a quantia de $41,693.

Conforme dados da Mercer Marsh Benefícios™, a frequência dos casos apresentados em  2013 e 2014 foi de 10 pacientes adultos com alguma alteração na sua saúde emocional, e para 2015 apresentaram-se somente seis casos. Apesar de ser uma prevalência relativamente baixa, o custo tem sido consideravelmente mais alto nestes últimos casos.

O que está sendo feito para enfrentar a problemática?

O Japão é um dos países que sempre nos surpreende por sua vanguarda e, neste caso, não é exceção: desde a década dos 70 já identificou o problema social do Karoshi, que significa morte por excesso de trabalho. Um problema de saúde pública que levou à implementação do “The stress check program”, uma nova política nacional de vigilância e detecção do estresse psicossocial no local de trabalho, com o qual planejam reduzir as mortes por excesso de trabalho.

No México, diante desta situação e dos altos custos por doenças derivadas dos fatores psicossociais, a Secretaria do Trabalho e Previdência Social elaborou a “NOM-035-STPS-2016, Fatores de risco psicossocial-Identificação e prevenção”, que prevê a identificação e sensibilização da situação como sendo um compromisso das empresas.

No setor empresarial já começa a se projetar ainda mais o termo “Wellness” com o objetivo inicial de diminuir o estresse, bem como outros fatores de riscos psicossociais na comunidade dos trabalhadores. Estas iniciativas tiveram como resultado um aumento na qualidade de vida, para o bem do funcionário e a diminuição do custo das apólices de despesas médicas derivadas de fatores psicossociais, dando um ganho significativo para as empresas sob este tipo de iniciativas.

Adicionalmente, de 2010 para 2016, tem sido visto um aumento na porcentagem de empresas com um programa bem estruturado de Wellness, no qual são incluídas iniciativas de saúde, bem como para diminuir o estresse. Baseados na experiência 2010 da Mercer Marsh Benefícios™, 1 de cada 14 empresas tinha um programa de Wellness (o que representava 7% das participantes) enquanto em 2016 aumentou para 1 de cada 4 (representando 25% do total).

Finalmente, contar com um programa de Wellness estruturado fornece às empresas um retorno de investimento de 2:1, o que significa que, para cada peso que as companhias investiram em bem-estar, nos próximos três anos elas obtêm o dobro desta quantia investida em custos evitados, levando em consideração todas as iniciativas, inclusive aquelas que têm o objetivo de reduzir o estresse. 

Despesas com a saúde psicossocial? Não, isto é um investimento inteligente em saúde. 

 

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