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Benefícios Inclusivos para a Mulher: um Desafio na Igualdade de Gêneros

Por Diego Ramírez Quarta-feira, Março 27, 2019

Hoje, na América Latina, somente uma em cada quatro empresas atua, por meio de suas políticas de diversidade e inclusão, de forma que as minorias ou grupos vulneráveis sejam incluídos na vida laboral com igualdade de compensações, benefícios e desenvolvimento de carreira. Alguns países da nossa região já possuem mais avanços nesta questão e outros estão começando a desenvolver algumas mudanças na legislação para reforçar estas práticas nos locais de trabalho. No entanto, ainda há um longo caminho para atingir esta realidade.

Atualmente, no mundo todo estão crescendo dentro das iniciativas do tipo Diversidade e Inclusão os grupos como a comunidade LGBT e as pessoas com algum tipo de deficiência. Porem, na América Latina tem tomado força o movimento pela equidade de gêneros entre mulheres e homens, pois as mulheres ainda fazem parte de uma maioria que não conta com uma completa e total igualdade de oportunidades. E, na verdade, quando se fala sobre igualdade de benefícios laborais, não quer dizer exatamente adquirir os mesmos benefícios que os homens têm, pois cada gênero possui necessidades específicas.

Neste caso não quero fazer referência à igualdade salarial, já que isso, mais que um direito, é uma obrigação de qualquer organização e já existe hoje um trabalho intenso a respeito desta questão. Portanto, neste caso o foco é a respeito das brechas identificadas nos benefícios de saúde para a mulher, sobre os quais comento a seguir.

Controle pré-natal, acompanhamento da gravidez

Há países nos quais o controle da gravidez ainda não está coberto pelo plano de despesas médicas; inclusive, o cuidado médico é considerado preventivo e não está contemplado dentre as coberturas. Ao mesmo tempo, novas tecnologias e aplicativos que facilitam a interação da mulher grávida com os seus prestadores de serviços de saúde vêm sendo cada vez mais incorporados.
Fertilidade

A saúde reprodutiva de uma mulher possui etapas chave ao longo de sua vida. Constata-se que a população feminina está, de modo geral, deixando para ter seus filhos após os 30 anos, muitas vezes por ter que priorizar sua carreira, o que negligencia o período ótimo de fertilidade, que acontece antes dos 30.Este adiamento faz com muitas mulheres tenham seus primeiros bebês a partir dos 32 anos e, por consequência, tenham talvez uma menor taxa de sucesso em conceber naturalmente ou venham a fazer frente com uma gravidez de alto risco.

Procurando combater esta questão, hoje podemos contar com um benefício que é a cobertura de fertilidade, no qual as mulheres podem optar por congelar seus óvulos e planejar o seu ciclo de vida ou recorrer aos procedimentos de tecnologia como a fertilização In Vitro. Estas coberturas fornecem suporte às famílias em seu processo de desenvolvimento.

Menopausa

A menopausa é um período de transição hormonal da mulher que, em muitos casos, é considerado parte de um processo fisiológico. No entanto, os sintomas associados e o mal-estar gerado, em alguns casos, pelo desequilíbrio hormonal, exigem atendimento e cuidado maior à saúde. Infelizmente, em muitos planos médicos ainda não existe cobertura para a menopausa e seus efeitos, situação que aumenta o estresse e o mal-estar associados à condição, afetando a produtividade e o bem-estar da mulher.

Saúde Mental

As mulheres apresentam uma maior incidência de problemas de saúde mental que os homens. Isto pode ser explicado pelo permanente estresse e a sobrecarga à qual estão expostas em seu cotidiano, no lar, no trabalho e em uma sociedade que favorece esquemas predominantemente masculinos de autoridade. Infelizmente, os serviços de saúde mental não estão cobertos de forma ampla nos planos suplementares de saúde.

Outros serviços relacionados ao câncer na mulher

O câncer no colo uterino e de mama, assim como os estudos genéticos para a identificação de riscos a estese a mastectomia profiláctica continuam sendo serviços e benefícios que não estão totalmente amparados nos planos.

Um apelo às empresas e organizações

As empresas e organizações na América Latina têm muito a ganhar se adotarem políticas de benefícios e saúde que de fato aportem apoio e cuidado à sua força laboral feminina. No âmbito corporativo, acelerar o processo de igualdade de gêneros permitirá que a sua organização tenha vantagens competitivas nos negócios, uma fonte de inovação e uma oportunidade de melhor relacionamento com os clientes, mercados, a comunidade e a sociedade onde opera.

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