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Saúde: Precisamos Fechar Essa Conta!

 


O recente relatório Medical Trends Around the World, ao analisar custos médicos hospitalares de 62 países, concluiu que a inflação médica global será de 9,1% em 2018, quase três vezes a inflação econômica projetada (3,48% Focus/Abr18). Nos países da América Latina, os custos médicos hospitalares terão um reajuste médio de 11,5%.

O fenômeno é mundial. No ranking global, a Argentina está em primeiro lugar, com uma inflação médica de 26%, seguida pelo Egito com 20%. O Brasil fica em terceiro (15,4%). Outros países como França, Hungria, Romênia, Sérvia e Qatar também aparecem entre os países com os índices mais inflacionados (15% em média).

Além de novas tecnologias, envelhecimento da população e o uso excessivo dos convênios médicos, a incidência de doenças como câncer do aparelho circulatório, problemas ortopédicos e obstetrícia também estão entre os fatores que elevam o custo saúde. A saúde mental também aparece como um dos principais fatores de riscos.

As revisões do rol de procedimentos médicos a cada dois anos e o uso de materiais e medicamentos importados com preços atrelados ao dólar também impactam os custos médicos no Brasil. Em relação ao uso da assistência médica, em nossas bases de dados constatamos que a frequência de exames por usuário/ano aumentou cerca de 40% nos últimos anos. Outro agravante: fraudes e desperdício consomem cerca de R$ 22,5 bilhões da saúde suplementar segundo estudo do IESS.

O relatório Medical Trends Around the World também apresenta estratégias inovadoras das operadoras de planos de saúde para conter a escalada dos custos. As companhias estão criando e ampliando pacotes especiais para internações e passagens em pronto socorro, negociando com fornecedores de materiais de órtese e prótese, realizando auditorias médicas, desenvolvendo centros de atendimento primário, instalando redes referenciadas ou verticalizadas e criando sistemas de segurança para evitar fraudes (token para confirmação de atendimento).

Em outro levantamento realizado pela Mercer Marsh Benefícios™, no mapeamento da 28ª Pesquisa Anual de Benefícios Corporativos, edição 2017 com 690 grandes e médias empresas, identificamos que 38% das companhias planejam aumentar os investimentos em programas de saúde e bem-estar nos próximos anos, sendo que 41% delas já mantêm alguma ação voltada à saúde emocional. Como se vê, há uma agenda positiva, mas não só das empresas. Já há um interessante movimento de operadoras, hospitais, laboratórios, governos e empresas contratantes de assistência médica para empregados em busca de um equilíbrio para esta equação. É necessário imprimir uma nova cultura e pensar a gestão da saúde além do custo, pois as estratégias mais eficientes são indiscutivelmente investimentos em programas de promoção preventiva da saúde com foco no médio e longo prazo. Só assim conseguiremos promover uma transformação sustentável para o sistema.