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Informativos

Investimentos das empresas em gestão de saúde crescem 19%

São Paulo

Iniciativas voltadas para saúde mental ganham mais relevância nos programas de bem-estar e qualidade de vida das organizações

As empresas ampliaram os investimentos em iniciativas de saúde, bem-estar e qualidade de vida dos colaboradores, segundo a 29ª Pesquisa de Benefícios Corporativos da consultoria Mercer Marsh Benefícios™. O levantamento avaliou as estratégias de benefícios e gestão de saúde de 611 empresas empregadoras de 1,5 milhão de colaboradores e revela que as organizações estão investindo em média R$ 322,66 por funcionário/ano. O valor é 19% acima dos R$ 271,21 destinados para este fim em 2017.

De acordo com o estudo, é o maior valor desde 2014 e, além disso, até 2021 40% das empresas planejam ampliar os investimentos. Os dados do levantamento também revelam que das 611 participantes, pouco mais da metade (389) possuem ações voltadas à saúde e bem-estar. Desse total, a maioria (68%) planeja implementar programas de prevenção e promoção à saúde nos próximos doze meses.

Gestão de saúde mental

Das 389 empresas que possuem programas de gestão de saúde, 46% já têm algum programa voltado para gestão de saúde mental. As empresas participantes da pesquisa da consultoria representam os principais setores da econômica. Dos quase 30 setores analisados, quatro foram destacados para identificar as diferentes estratégias diante da média geral: tecnologia, indústria química, bens de consumo não duráveis e varejo. Entre as iniciativas estão a disponibilidade de serviços de massagens, serviços de assistência ao empregado, sala de descompressão, meditação e psicólogos dentro das empresas.

As empresas têm investido mais em cuidados com a saúde mental para fazer frente aos impactos positivos nos seus negócios. Segundo o relatório Mental Health Action Plan 2013-2020 da Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada US$ 1 investido na ampliação dos cuidados de transtorno mental comum, como depressão e ansiedade, estima-se que é possível um retorno de US$ 4 em melhores condições de saúde e capacidade de trabalho. “Os impactos dos casos de saúde emocional nos custos médicos dos planos de saúde ainda são baixos, mas quando avaliamos os índices de afastamentos, é a terceira maior causa e o tempo afastamento chega a ser três vezes maior se comparamos com outras doenças”, afirma Mariana Dias Lucon, diretora de produtos e consultoria da Mercer Marsh Benefícios™.

De acordo com Mariana Dias Lucon, algumas ações são estratégicas para o endereçamento de questões relacionadas à saúde emocional. Por exemplo, oferecer ao empregado um pacote de políticas e benefícios que auxiliem na resiliência e na promoção da saúde emocional; olhar o tema de uma forma mais ampla (como a saúde financeira impacta na saúde emocional); criar uma cultura que encoraje se sentirem confortáveis provendo os recursos adequados e agindo como exemplos; e identificar e remover barreiras organizacionais, para uniformizar a percepção de todos os níveis hierárquicos sobre o tema.

“Os empregadores devem despertar para o impacto dos problemas emocionais à saúde mental no ambiente de trabalho e tornar isso uma prioridade estabelecendo uma paridade entre saúde física e mental. Em alguns aspectos as organizações devem estabelecer alguma atuação para a saúde, bem estar e qualidade de vida do trabalhador”, diz.