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Notícias & Informativos

A Gestão da Saúde Além do Custo: Horizonte de Mudanças

 


A incorporação de novas tecnologias e as doenças crônicas são os temas mais sensíveis para a saúde, sendo um dos principais impulsionadores dos custos do setor no mundo.  Segundo o estudo “Projeção das despesas assistenciais da saúde suplementar” do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), as operadoras de planos de saúde devem gastar R$ 383,5 bilhões com assistência à saúde de seus beneficiários em 2030. Esse valor representa um aumento de 157,3% em relação ao registrado em 2017.
 
As doenças crônicas que atingem a população idosa impactam fortemente nestes números. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam que, em 2030, o Brasil contará com mais de 223 milhões de brasileiros, sendo 18,62% com 60 anos ou mais. Em 2000, essa faixa etária correspondia a 8,21%, para uma população de 173,45 milhões.

Ainda no campo das projeções de impactos do risco saúde, a prevalência de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes demandam atendimento contínuo e impactam no setor. Estudos mundiais revelam que entre os idosos, a diabete Mellitus e as doenças cardiovasculares causam mais gastos catastróficos em saúde (aqueles que correspondem a mais de 10% da renda anual do indivíduo) do que o câncer. Também há diversos estudos que revelam que pacientes crônicos representam em média 5% dos beneficiários, mas chegam a representar até 70% do custo do grupo segurado.
 
São cenários que suscitam discussões em todo o mundo sobre como encontrar formas de conter a alta dos custos e financiar a saúde para os colaboradores. As estratégias mais eficientes são os investimentos em programas de promoção preventiva da saúde, principalmente com foco no médio e longo prazo.

As iniciativas de prevenção tem sido a escolha certeira de muitas corporações e ganha cada dia mais adeptos. Nossa 28ª Pesquisa Anual de Benefícios Corporativos de 2017 evidenciou que o investimento por colaborar em programas de qualidade de vida e bem-estar foi de R$ 271,21 em 2017, 21% acima dos R$ 224,15 verificados em 2015.

Cerca de 67% das 690 empresas de diferentes segmentos da economia que participaram do estudo e que empregam cerca de 1,7 milhão de pessoas, já tem um programa formalizado de promoção à saúde. Dessas, 18% já implementaram programas para acompanhamento de crônicos e 9% declararam intenção em implementar.

O fator fundamental para o sucesso deste tipo de programa é o nível de adesão do paciente, que precisa ter clareza de seu papel no tratamento, capacidade e motivação de cumpri-lo. A empresa pode auxiliá-lo em dois aspectos. Por exemplo, na conscientização do paciente e no acompanhamento das ações cotidianas que ele deve tomar como parte do tratamento.

Outra frente é no diagnóstico precoce. Recentemente, o Hospital Sírio-Libanês anunciou investimento em um software de inteligência artificial que será capaz de mapear nódulos pulmonares em exames de rotina e revelar aos médicos quais pacientes têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão, um dos tipos de tumor mais letais.  O projeto foi escolhido porque o câncer de pulmão é um dos que mais mata e uma das razões para isso é o fato de ele ser assintomático, geralmente detectado em estágios avançados. Ao antecipar o diagnóstico, salva-se mais vidas e gera menos custos com tratamentos.
 
A tecnologia é também uma grande aliada. Se por um lado, incialmente ela traz custos mais elevados ao permitir tratamentos sofisticados, de outro é possível contar com uma infinidade de inovações já corriqueiras, que vão desde simples aplicativos no celular até a construção de bancos de dados complexos, que permitem atém mesmo o acompanhamento online de pacientes crônicos ou internados.
 
Há hoje em uso no mercado milhares de aplicativos que monitoram a saúde dos usuários via relógios, óculos, smartphones e sensores. Boa parte dos apps são voltados para controlar desde a pressão arterial, número de passos dados no dia, calorias consumidas e até mesmo os remédios adquiridos com descontos no plano de benefícios. Essas informações, analisadas, são valiosas para que paciente, médico e profissionais de RH aprimorarem cada vez mais os programas de qualidade de vida, bem como controlem os custos explosivos da saúde.
 
No mais recente relatório “Precision Health: Wearables” da Escola de Medicina da Universidade de Stanford é possível ver como os sensores dos wearables (dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados pelos usuários como peças do vestuário – relógios, óculos, etc.) podem de fato ajudar a revelar quando uma doença pode estar no horizonte. Para poder tratar verdadeiramente de forma individual os pacientes, a vasta quantidade de dados pode ajudar a estabelecer referências para diversas ações e medidas fisiológicas específicas para cada pessoa.  Os dados personalizados fornecem uma estrutura muito mais robusta para avaliar sua saúde.

Segundo o relatório, esses dispositivos podem alertar quando um indivíduo apresentar qualquer desvio em suas referências ou comportamentos padrões e correlacionar esses desvios com doenças agudas potenciais ou outros problemas de saúde. Até então, grande parte dos dispositivos sempre foram predominantente para monitorar atividade física, masuma mudança já está em curso com mais monitoramentos de indicadores de saúde. Tanto que estima-se que esse mercado deve ultrapassar US$ 14 bilhões em 2022, bem acima dos US$ 6 bilhões em 2017.

Uma frase sempre dita é que a saúde não tem preço, mas tem custo. E esse custo tem crescido de forma assustadora. Quando o assunto é saúde, a velha máxima ainda prevalece: melhor prevenir do que remediar!