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Notícias & Informativos

Mudanças de Comportamento que Impactam nas Estratégias de Benefícios

 


As profundas mudanças sociodemográficas no país e o comportamento dos brasileiros demandam novas estratégias de endereçamento da oferta de benefícios para os colaboradores. Além dessas questões, por outro lado, tecnologias disruptivas como Inteligência Artificial, Machine Learning e Smart Data também moldam novos hábitos e remodelaram as nossas relações pessoais, sociais, familiares e de trabalho.

Dentro das organizações presenciamos a convergência de diferentes perfis de gerações (Boomers, X, Y e Millennials) - cada uma com diferentes necessidades e perspectivas de vida. Essas transformações sociais e tecnológicas estão trazendo muitos desafios para as empresas e entre eles a necessidade de revisitarem os seus programas de benefícios de uma forma mais ampla.

Por exemplo, quais as exigências de um jovem executivo para aceitar uma proposta de trabalho? Possivelmente, uma delas é economizar tempo com a locomoção e se livrar do estresse do trânsito caótico dos grandes centros urbanos ou ter maior flexibilidade de horário para exercer sua atividade.  O cenário reflete no comportamento já comprovado com inúmeros estudos. Dados da pesquisa global do grupo IWG, provedor de espaços de trabalho, com depoimentos de 18 mil profissionais de 96 países (entre eles o Brasil), mostra que 80% consideram que permitir que funcionários trabalhem de qualquer lugar ajuda a atrair e reter profissionais. No Brasil, 86% dos empregadores acham que a flexibilidade ajuda na retenção de talentos, enquanto 67% consideram que a possibilidade auxilia no recrutamento. Entre os brasileiros, 77% acham que esse modelo oferece mais qualidade de vida, à frente dos EUA (53%), Inglaterra (53%) e México (48%).

O estudo do IWG traz uma tendência verificada por nós na 28ª edição da Pesquisa de Benefícios. Os benefícios relacionados à flexibilidade no trabalho, saúde e bem-estar já estão entre os benefícios presentes em grande parte das companhias, além dos tradicionais auxílios financeiros como alimentação, transporte, educação e creche. Cerca de 80% das organizações oferecem algum benefício relacionado à flexibilidade no trabalho: traje casual, horário flexível, licença maternidade estendida e home office. Outras ações, como day off no aniversário, licença paternidade estendida e “short Friday” também estão entre os programas de flexibilidade no trabalho já amplamente oferecidos pelas companhias entrevistadas.

É interessante notar também que os benefícios flexíveis e voluntários são uma tendência maior, no médio e longo prazo.

A oferta dos flexíveis dá a opção pela livre escolha dos benefícios, aqueles que mais se adaptam ao perfil do funcionário. Uma parcela considerável das empresas no Brasil tem interesse de implantar esse tipo de programa nos próximos 12 a 24 meses, visando à valorização do pacote de benefícios, a atração e a retenção de talentos. Aos poucos as empresas têm percebido que a padronização dos benefícios para todos os funcionários não atende efetivamente as necessidades particulares de cada um.

Ter um olhar abrangente e modernizar a oferta dos benefícios é uma exigência para que as empresas também tenham capacidade de atender as diferentes fases da vida, necessidades e projetos individuais dos colaboradores.