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Notícias & Informativos

Atenção Primária à Saúde Pode Ser um Caminho Economicamente Sustentável

 


A Atenção Primária em Saúde (APS) é a forma de atendimento nos serviços de saúde na qual um profissional médico capacitado acompanha as pessoas em um plano personalizado de cuidados da saúde. Além do médico, o paciente conta com o atendimento conjunto de uma equipe multidisciplinar de diversos profissionais de saúde. Tudo isso para que se tenha um equilíbrio com cuidado integral e orientações, das condições mais simples até o encaminhamento para especialistas, caso sejam necessários procedimentos em outras áreas.

Mundialmente, se discute o reconhecimento da Atenção Primária em Saúde (APS), pois são efetivos os seus impactos com melhorias nos indicadores de saúde, bem como a eficiência no fluxo de usuários no sistema de saúde, nos tratamentos mais assertivos de condições crônicas, na maior utilização de práticas preventivas e satisfação dos usuários. A eficiência da APS está embasada no conjunto de elementos estruturais e funcionais essenciais da atenção integral e apropriada de longo prazo, com muita ênfase na promoção e prevenção da saúde, que garanta o primeiro contato do usuário.

Comparativamente, o modelo atual vigente na saúde suplementar do país ainda segue na contramão, o que reflete diretamente no uso inadequado da assistência médica, excessos de procedimentos, redundância de exames, entre outros usos desordenados inflacionando os custos. Dados recentes da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que representa operadoras de planos privados de assistência à saúde, mostram que só o desperdício no setor, com exames, consultas ou procedimentos desnecessários, causa impacto de 30% no preço do plano. Na outra ponta, os gastos médicos aumentaram 232% nos últimos dez anos, segundo a federação.

O desalinhamento do modelo atual também é uma das preocupações dos RHs. Em nossos estudos já mostramos que o resultado da pressão dos custos da assistência médica é traduzido no impacto direto que representa quando medido em relação à folha de pagamento. Os planos já representam 12,71% dos custos em relação à folha de pagamento. Muitas medidas como gerenciamento de crônicos, gestantes, nutrição, saúde mental, qualidade de vida, harmonização e redesenho dos programas de benefícios e troca de fornecedor estão entre algumas medidas.

Porém, ainda não temos no Brasil um padrão definido para reverter o quadro. Entretanto, algumas iniciativas de operadoras já estão se contrapondo ao modelo de saúde fragmentado e descoordenado. Estão focando na atenção primária à saúde, em busca de uma nova cultura de acesso à saúde e prestação de serviços para gerenciar racionalmente os recursos. Em alguns casos houve redução de frequência de internação, por exemplo. Mas, é necessário construir um modelo para implantação em larga escala.

O sistema de APS pode ser um caminho economicamente sustentável para a saúde suplementar do país. A transição do modelo deve contar com a participação de todos: governos, médicos, entidades representantes do setor e, principalmente, da sociedade.