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Notícias & Informativos

A Importância de Cuidar da Saúde Mental dos Colaboradores

 


Por conta do estigma associado a esses transtornos, os empregadores precisam garantir que os colaboradores se sintam apoiados e capazes de pedir ajuda para continuar ou retornar ao trabalho

Segundo a Organização Mundial da Saúde, no mundo, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão e mais de 260 milhões vivem com transtornos de ansiedade e o custo destas doenças para a economia global ultrapassa 1 trilhão de dólares.

O crescimento dos indicadores relacionados aos transtornos mentais e comportamentais vem preocupando os RHs das empresas. De acordo com o Boletim sobre Benefícios por Incapacidade, divulgado em 2017 pelo Ministério da Fazenda, estes transtornos já são a 3ª maior causa de afastamento e correspondem a 9% da concessão de auxílio-doença e incapacidade para o trabalho.

Estes transtornos, além de se destacarem nos indicadores de frequência, também são representativos quando avaliamos a gravidade do afastamento. Nas análises da Mercer Marsh Benefícios™, os CIDs (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) relacionados aos transtornos mentais e comportamentais têm uma média de 6,6 dias de afastamento, bem acima da média 2,2 dias para afastamento relacionados aos outros grupos de CID. 

E como melhorar esse quadro? O primeiro passo é identificar situações nas empresas que podem funcionar como um gatilho no desencadeamento de um transtorno mental. Entre as situações mais comuns estão:

  • Carga de trabalho elevada que exige do colaborador um desempenho além do que é possível;
  • Tarefas inadequadas às competências dos funcionários;
  • Falta de clareza na definição das funções e objetivos organizacionais;
  • Comunicação ineficaz e falta de apoio das lideranças;
  • Má gestão nas mudanças organizacionais,
  • Políticas inadequadas de saúde e segurança;
  • Bullying e o assédio psicológico.

Um bom termômetro é identificar o problema antes de situações drásticas. Quanto antes o problema for diagnosticado, mais eficiente será o tratamento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as intervenções de saúde mental precisam ser entregues como parte de uma estratégia integrada de saúde e bem-estar que cubra prevenção, identificação precoce, apoio e reabilitação.

Uma das ferramentas utilizadas pelas empresas para identificação precoce destes transtornos tem sido a aplicação de um questionário de saúde com questões relacionadas à saúde mental. E também dos respectivos sintomas físicos, como fadiga, problemas relacionados ao sono e mudança nos hábitos alimentares. Além disso, questões relacionadas aos sintomas emocionais, como dificuldade de concentração, perda de memória, irritabilidade, perda de motivação, sentimento de fracasso e incerteza.

Além das ferramentas de mapeamento individual, é fundamental desenvolver campanhas internas de esclarecimento sobre o tema, capacitar os gestores sobre como reconhecer os sintomas de estresse ou estafa nos membros da sua equipe, bem como desenvolver programas destinados aos colaboradores sobre gerenciamento destes fatores. Uma das opções é a instituição de um programa de apoio ao empregado (PAE), com aconselhamento sobre problemas de origem psicológica, econômica e jurídica.

Por conta do estigma associado a esses transtornos, os empregadores precisam garantir que os colaboradores se sintam apoiados e capazes de pedir ajuda para continuar ou retornar ao trabalho, e tenham os recursos necessários para isso.